A PHDA NO ATLETA DE ALTA COMPETIÇÃO: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E NA INTERVENÇÃO

Pedro Henriques Santos1, Sara Pedroso2

1 Médico Interno de Psiquiatria da Infância e Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

2 Especialista de Psiquiatria da Infância e Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Objectivos: Este trabalho pretende apresentar o estado da arte quanto aos desafios encontrados, no contexto do desporto de alta competição, na abordagem diagnóstica e terapêutica da PHDA em atletas.

Métodos: Procedeu-se a uma revisão da literatura, através da PubMed.

Resultados: Existe um debate sobre a vantagem ou desvantagem que um atleta com PHDA tem, em contexto desportivo competitivo, comparativamente a atletas sem a doença. Essa vantagem ou desvantagem depende do desporto e da posição que ocupa em determinado desporto. A prevalência de PHDA em atletas é superior à da população geral e estes têm, ainda, maior risco de sofrer lesões no decorrer da prática desportiva, o que reforça a relevância da questão. A abordagem terapêutica da PHDA no atleta segue, na generalidade, os mesmos passos que nos não atletas. Deve realizar-se uma intervenção multidisciplinar com médicos, psicólogos, treinadores e pais. Há efeitos secundários dos psicoestimulantes que são particulares neste grupo. Alguns desses efeitos secundários podem ser aproveitados para aumento do rendimento desportivo, de forma ilícita, pelo que os psicoestimulantes são proibidos pelas agências anti-doping. De forma a poder competir medicado, o atleta com PHDA deve preencher um formulário para receber uma Autorização para Utilização Terapêutica (AUT), onde consta a informação médica necessária ao diagnóstico e à utilização da substância proibida. Deve haver uma avaliação médica que avalie o risco de doença cardiovascular para aferir a segurança do uso de psicoestimulantes.

Discussão/Conclusões: A PHDA em atletas de alta competição coloca desafios particulares. Entre eles, estão o maior risco lesional a que estão sujeitos, a necessidade, ou não, do tratamento da condição, o diagnóstico minucioso que permita a autorização para o tratamento psicoestimulante durante a atividade desportiva e os riscos que podem advir dessa intervenção farmacológica.

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