O Défice de Atenção não sindromático existe?

Miguel Palha

O Défice de Atenção, insuficiente valorizado pelos clínicos, pediatras incluídos, é altamente prevalente na população pediátrica e poderá interferir com a qualidade do funcionamento social, escolar ou ocupacional. De acordo com o DSM-5 (American Psychiatric Association, 2013), o Défice de Atenção não corresponde a uma entidade nosológica autónoma, mas, tão-somente, a uma das componentes da Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção, a par da Hiperactividade e da Impulsividade. Por outras palavras, e de acordo com o DSM-5, os clínicos não poderão formular de forma estrita, isolada, o diagnóstico de Défice de Atenção; terão, isso sim, se plausível, de evocar o diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção de apresentação predominantemente de desatenção (código 314.00) ou, em alternativa, de Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção não especificada (código 314:01). A taxonomia nosológica proposta pelo DSM-5, aparentemente secundada pela versão ICD-11 Beta Draft, actualmente em consulta pública no sítio electrónico da Organização Mundial de Saúde, gera grandes dificuldades clínicas, uma vez que, para muitos especialistas, o Défice de Atenção corresponde a uma entidade que poderá ocorrer de uma forma isolada, sem quaisquer manifestações de Hiperactividade ou de Impulsividade associadas. O autor irá fundamentar uma proposta relativa a uma nova entidade no âmbito do neurodesenvolvimento, que poderá denominar-se Défice de Atenção.

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