PHDA e Dificuldades de Aprendizagem Intervenção em Grupo com Crianças em Idade Escolar

Rita Carlos1, Sílvia Meira1 e Ângela Pontes2

1Serviço de Pediatria - Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)
2Serviço de Psicologia - Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)

Introdução:Alguns estudos têm demonstrado que em cerca de 70% dos casos de PHDA existem também dificuldades de aprendizagem (Mayes, Calhoun & Crowell, 2000). Rodrigues & Antunes (2014) referem precisamente que 60% das crianças com PHDA têm dificuldades na escrita, 30% na leitura e 30% no cálculo.


Objetivos gerais:Promover a literacia, minimizando o impacto negativo da PHDA na aprendizagem daleitura e escrita;
Fomentar a aquisição/consolidação de competências transversais com impacto positivo no que diz respeito à aprendizagem e estabilização emocional e comportamental.


Métodos:É feita uma avaliação inicial (linguagem oral e escrita, nível cognitivo), no sentido de identificar as áreas prioritárias de intervenção e criar grupos homogéneos. A maioria das crianças tem diagnóstico de PHDA (75%).Sessões semanais, de 60 minutos, ao longo do ano letivo. Grupos com cerca de 6 crianças, orientados por duas terapeutas da fala.Foram criados materiais específicos para permitir um maior componente lúdico. Recorre-se também a um grande número de atividades colaborativas. Em parceria com o Serviço de Psicologia desenvolvem-se sessões com o objectivo de promover a diferenciação e regulação emocional, o autocontrolo e a autoestima.


Resultados e conclusões:A perceção dos pais e das crianças vem ao encontro da nossa perceção clínica de que este tipo de intervenção efetivamente resulta. Para além da melhoria no que diz respeito às com- petências formais de leitura e escrita, tem impacto noutras áreas (melhoria da motivação, autoconfiança, comportamento e notas) e permite também o desenvolvimento de competên- cias transversais como esperar pela sua vez, respeitar os outros, manter-se focado numa determinada tarefa para saber quando intervir, entreajuda, etc. Além disso, o facto de permi- tir quebrar com a perceção de “caso único”, por si só, tem um valor interventivo inestimável, com impacto positivo na perceção de autoeficácia e na autoestima das crianças.

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