Prevalência de PHDA

Ana Machado1, Diana Rafael1, Joaquim Cerejeira2

1Interna formação específica Psiquiatria, Centro de responsabilidade integrado Psiquiatria - CHUC 2Psiquiatria, Centro de responsabilidade integrado Psiquiatria - CHUC

Introdução e objectivo: Vários estudos longitudinais apontam para uma elevada correlação entre PHDA e criminalidade em adolescentes e adultos. Uma meta-análise recente aponta para taxas de PHDA na ordem dos 25% em populações prisionais adultas, não existindo até à data nenhum estudo realizado em Portugal, lacuna que este trabalho pretende colmatar.


Métodos: Entrevista e questionários de auto-preenchimento (Brief Symptom Inventory, Triarchic Psychopathy Measure e Adult ADHD Self-Report Scale) a reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra com menos de 65 anos de idade com domínio adequado da língua portuguesa que aceitassem participar no estudo. Adicionalmente, foi também aplicada a escala de rastreio de PHDA num grupo controlo da população geral, com características sócio- demográficas semelhantes à do grupo em estudo, sem antecedentes criminais ou história de doença psiquiátrica. Estatística descritiva e testes t-Student e Chi 2 para comparação entre grupos.


Resultados: Dos 101 sujeitos que constituíram a amostra final dentro do grupo de reclusos, 17 (16,8%) pontuaram para PHDA. Na população geral, a prevalência foi de 9.1% (N=10). O grupo de reclusos com PHDA diferiu significativamente dos reclusos sem PHDA em vários aspectos: mais experiências adversas na infância, maior consumo de estupefacientes previamente à reclusão, maior taxa de reincidência criminal e níveis mais elevados de psicopatologia actual e traços piscopáticos.


Conclusões: Apesar das suas limitações, este é o primeiro estudo que avalia a PHDA numa população prisional portuguesa. A taxa obtida é algo inferior à média internacional, mas ainda assim expressivamente superior à da população geral, reforçando a necessidade de diagnosticar e tratar esta condição entre as populações prisionais. Em linha com outros estudos, também este aponta para maior comorbilidade psiquiátrica entre os reclusos com PHDA, bem como início precoce da criminalidade e reincidência, realçando a necessidade de tratamento atempado e desenho de intervenções psicossociais neste âmbito.

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